Simulador de transferência de crédito habitação para descobrires quanto podes poupar ao mudar de banco.

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Poupas por mêsiPrestação de hoje menos a estimada com taxas de mercado. O spread final depende de cada banco.
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Vale a pena pedir propostas
Mudar costuma ser gratuito ·
Poupança iPoupança no crédito e nos seguros até ao fim do prazo restante.
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Nos seguros iVida e multirriscos fora do banco, com as mesmas coberturas.
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O que é a transferência de crédito habitação?

A transferência de crédito habitação consiste em mudar o empréstimo da casa para outra instituição bancária que ofereça condições financeiras mais vantajosas, nomeadamente um spread mais baixo, uma taxa fixa ou mista mais competitiva ou seguros obrigatórios mais acessíveis. Em Portugal, o processo está enquadrado pelo Decreto-Lei n.º 74-A/2017 e beneficia de isenção de imposto do selo até ao montante do capital transferido.

Quando vale a pena transferir o crédito habitação

A regra prática usada por intermediários de crédito em Portugal é que a transferência compensa quando o spread actual está acima de 0,75% face às condições do mercado e ainda há mais de 10 anos de crédito pela frente. Quanto maior o capital em dívida e o prazo restante, maior o impacto da poupança ao longo do tempo.

Créditos contratados entre 2019 e 2022 têm tipicamente spreads entre 1% e 1,5%, enquanto os spreads de mercado em 2026 começam em 0,5% para perfis premium. A diferença de 0,5 pontos percentuais num crédito de 150 000€ com 20 anos representa uma poupança de cerca de 9 000€ ao longo do contrato.

Para quem pretende reduzir a dívida rapidamente, vale também a pena comparar com o Simulador de Amortização de Crédito ou avaliar o impacto no orçamento familiar através do Simulador de Taxa de Esforço.

Exemplos práticos de poupança por capital em dívida

Para ilustrar o ganho financeiro real de uma redução de 0,50% na taxa de juro (ex: spread de 1,20% reduzido para 0,70%), consulta a tabela comparativa com prazos e capitais habituais em Portugal:

Capital em dívidaPrazo restantePoupança mensalPoupança total (juros)
100 000 €25 anos~28 € / mês~8 400 €
150 000 €30 anos~44 € / mês~15 800 €
200 000 €30 anos~59 € / mês~21 100 €
250 000 €30 anos~73 € / mês~26 400 €
300 000 €35 anos~92 € / mês~38 600 €
Valores estimados com TAN base de 3,50% reduzida para 3,00%. A poupança acumulada não contabiliza a poupança extra obtida com a transferência de seguros.

Custos detalhados da transferência em 2026

Na maioria dos casos, mudar de banco é gratuito para o cliente: o banco de destino costuma pagar a avaliação e o registo para ganhar o crédito. A lei define quatro custos possíveis e os respectivos limites máximos:

CustoValor típicoQuem paga / Regras
Comissão do banco actual0,5% (variável) / 2% (fixa)Limite legal (DL 74-A/2017) sobre o capital amortizado
Avaliação do imóvel0€ a 300€Muitos bancos de destino reembolsam ou isentam
Registo na conservatória~250€Registo da nova hipoteca; frequentemente suportado pelo banco
Imposto do SeloIsento (0€)Isenção legal nas transferências até ao montante da dívida

No total, num crédito de 150 000€ em taxa variável os custos ficam entre 1 000€ e 1 300€. No mesmo crédito em período de taxa fixa, onde a comissão sobe para 2%, ficam entre 3 250€ e 3 550€. O prazo de recuperação depende da diferença de taxa: com uma poupança de 100€ por mês recuperas em cerca de um ano. Na prática, a grande maioria dos bancos assume parte ou a totalidade destes encargos (avaliação e registo), encurtando o retorno para meses ou semanas.

É obrigatório mudar os seguros para o banco de destino?

Não. Por lei (Decreto-Lei n.º 222/2009 e DL 74-A/2017), os clientes bancários em Portugal têm o direito de subscrever os seguros de vida e multirriscos numa seguradora à sua escolha no mercado livre. Embora a instituição bancária possa propor uma ligeira bonificação no spread para quem contrata os seguros internos, os seguros fora do banco chegam a ser 20% a 50% mais económicos, gerando uma poupança anual líquida de 300€ a 600€. Lê o nosso guia detalhado sobre como poupar no seguro de vida do crédito habitação.

Quanto tempo demora o processo (passo a passo)

O processo de transferência demora habitualmente entre 4 e 8 semanas, dependendo da celeridade dos bancos envolvidos:

  1. Simulação e propostas (1 a 2 semanas): Comparam-se as ofertas de mercado através do simulador ou de um intermediário de crédito para apurar a melhor TAN e condições globais.
  2. Avaliação do imóvel e FIN (1 a 2 semanas): A instituição de destino envia um perito independente para avaliar o imóvel e emite a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FIN).
  3. Pedido de distrate ao banco anterior (10 a 15 dias): A instituição de destino solicita a declaração de dívida actualizada e o termo de cancelamento de hipoteca (distrate) ao banco de origem.
  4. Escritura ou DPA (1 a 2 semanas): Celebra-se o contrato por escritura pública ou Documento Particular Autenticado (DPA), formalizando a liquidação ao banco anterior e o novo registo.

Consulta o nosso guia completo sobre todas as etapas da transferência de crédito habitação para saberes exactamente que documentos reunir.

Taxa variável, fixa ou mista ao transferir?

Ao mudar de banco tens a oportunidade de rever o regime da taxa de juro:

  • Taxa Variável: Indexada à Euribor acrescida de spread. Permite aproveitar eventuais descidas das taxas de mercado, mas expõe o orçamento a futuras subidas.
  • Taxa Fixa: Prestação constante até ao fim do empréstimo, eliminando qualquer risco de volatilidade.
  • Taxa Mista: A escolha predominante em Portugal em 2026. Fixa a prestação a um valor muito competitivo nos primeiros 2 a 5 anos, convertendo-se em variável no período remanescente.

O papel do intermediário de crédito (e porque é gratuito)

Um intermediário de crédito licenciado pelo Banco de Portugal trata do processo de ponta a ponta sem qualquer custo para o cliente. É remunerado directamente pelas instituições bancárias parceiras através de comissões reguladas por lei, que não encarecem o crédito nem afetam a proposta apresentada. Como negoceia carteiras volumosas, consegue frequentemente spreads mais baixos e isenção de comissões iniciais que um cliente individual dificilmente obteria aos balcões.

Erros a evitar na transferência de crédito

  • Olhar apenas para o spread: A TAEG e o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) são os verdadeiros indicadores de custo total, pois incluem seguros e comissões de conta.
  • Ignorar os seguros do crédito: Os seguros de vida e multirriscos no banco chegam a custar o dobro de seguradoras independentes. A sua renegociação pode poupar entre 300€ e 600€ anuais.
  • Descurar a comissão em taxa fixa: Se o crédito actual estiver em taxa fixa, a penalização de saída atinge 2% (contra 0,5% na variável). Confirma se a poupança acumulada compensa este encargo.
  • Não negociar a assunção dos custos de entrada: Grande parte dos bancos de destino assume a avaliação e os custos notariais para captar o empréstimo.

Metodologia e fontes oficiais

Os cálculos de poupança, isenção de imposto do selo e limites legais de comissão baseiam-se na legislação e orientações regulatórias em vigor:

Metodologia revista e validada pela Equipa editorial do Bem Endividado (sobre o projecto) · Conteúdo actualizado a Setembro de 2026.

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Perguntas Frequentes
As dúvidas mais comuns sobre transferência de crédito habitação
Na maioria dos casos, sim. Qualquer poupança mensal justifica a transferência, sobretudo porque a generalidade dos bancos de destino assume os custos de avaliação e registo predial. Se o teu spread actual for superior a 0,75% e ainda tiveres mais de 10 anos de crédito pela frente, a transferência quase sempre compensa. Em créditos contratados antes de 2022, mudar de banco pode representar dezenas de milhares de euros de poupança até ao fim do contrato.
Na maioria dos casos, mudar não custa nada ao cliente: o banco de destino costuma pagar a avaliação e o registo. Os custos máximos definidos por lei são: comissão de reembolso antecipado ao banco actual (até 0,5% do capital em taxa variável ou mista, e até 2% em taxa fixa, nos termos do artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 74-A/2017), avaliação do imóvel (0€ a 300€) e registo na conservatória (~250€). As transferências entre instituições de crédito estão isentas de Imposto do Selo até ao montante transferido. A isenção temporária da comissão em taxa variável terminou a 31 de Dezembro de 2025; alguns bancos de destino cobrem-na em campanha.
Não. A lei portuguesa (Decreto-Lei n.º 222/2009 e DL 74-A/2017) proíbe os bancos de obrigarem à subscrição dos seguros de vida e multirriscos nas suas seguradoras associadas. Podes contratar os seguros no mercado livre, onde costumam ser entre 20% a 50% mais baratos. Mesmo que o banco aplique um pequeno agravamento no spread pela ausência dos seguros, a poupança líquida anual no mercado livre (300€ a 600€/ano) frequentemente compensa esse diferencial.
O processo demora habitualmente entre 4 a 8 semanas desde a simulação inicial até à assinatura da escritura. As fases incluem: análise e pré-aprovação (1 a 3 semanas), avaliação do imóvel (1 semana), emissão da FIN e pedido de distrate ao banco cessante (10 a 15 dias úteis) e formalização final.
O distrate é o documento emitido pelo banco de origem a declarar que a dívida foi integralmente liquidada e a autorizar o cancelamento da hipoteca anterior na conservatória. O banco de destino e o intermediário de crédito tratam de todo o pedido de distrate e articulação entre as instituições bancárias, sem necessidade de burocracias pesadas para o cliente.
Sim. A transferência é uma oportunidade para renegociar o prazo do empréstimo (aumentando para baixar a prestação ou reduzindo para poupar em juros, respeitando a idade máxima legal de 70 a 75 anos no termo do crédito). Também é possível adicionar ou retirar titulares (por exemplo, em situações de divórcio ou partilhas), desde que a taxa de esforço dos proponentes seja aprovada pelo banco de destino.
Sim, o serviço é 100% gratuito para o cliente. O intermediário de crédito licenciado pelo Banco de Portugal negoceia com múltiplos bancos em simultâneo, assegurando o melhor spread e isenção de custos. É remunerado directamente pelas instituições bancárias parceiras através de comissões reguladas, sem qualquer custo extra ou impacto adverso nas condições do cliente.
Sim. Em períodos de taxa fixa, o banco de origem pode cobrar uma comissão de reembolso antecipado até ao limite legal de 2% sobre o capital amortizado. Em períodos de taxa variável ou mista a comissão é limitada a 0,5%. O simulador calcula se a descida da taxa e a poupança acumulada compensam este encargo inicial de saída.
Não existe um banco universalmente melhor: depende do perfil de risco, do LTV (rácio empréstimo/avaliação) e dos produtos pretendidos. Em 2026, os spreads de mercado mais agressivos começam nos 0,50% para perfis qualificados e taxas mistas a 2 ou 3 anos com TANs muito atrativas. Um intermediário de crédito compara as propostas de todos os bancos a operar em Portugal e identifica a opção mais vantajosa.
Não. Enquanto simulas no site, todos os cálculos são executados exclusivamente no teu dispositivo e nenhum dado financeiro é transmitido para servidores. Apenas se solicitares a análise gratuita com um intermediário é que o teu contacto e parâmetros da simulação são enviados com o teu consentimento explícito e seguro.
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