Amortizar crédito habitação em 2026 compensa na maioria dos casos se já tens fundo de emergência: 10 000€ amortizados cedo num crédito de 150 000€ poupam cerca de 12 800€ em juros se reduzires o prazo, contra uma comissão máxima de 50€ na taxa variável. A isenção desta comissão terminou no fim de 2025, mas o valor é pequeno face à poupança. Faz as contas ao teu caso na calculadora aqui em baixo, ou usa o simulador de amortização para veres o detalhe todo.
Comissão de amortização: o que pagas em 2026
A isenção da comissão de amortização antecipada nos créditos a taxa variável, criada em 2022, terminou a 31 de Dezembro de 2025. As propostas para a prolongar foram rejeitadas no Orçamento do Estado para 2026. Desde 1 de Janeiro de 2026 aplicam-se de novo os máximos legais:
- 1Taxa variável: até 0,5% do capital amortizado. Amortizar 10 000€ custa no máximo 50€.
- 2Taxa fixa: até 2% do capital amortizado. Nos mesmos 10 000€, até 200€.
- 3Casos sem comissão: morte, desemprego ou deslocação profissional de um dos titulares. Confirma sempre o teu caso na FINE, a ficha de informação normalizada que o banco tem de te entregar antes de assinares, ou junto do banco.
A calculadora aqui em cima dá-te a estimativa. A melhor decisão para o teu caso, amortizar, transferir o crédito ou investir a poupança, depende dos teus números todos. Um intermediário de crédito autorizado pelo Banco de Portugal analisa a tua situação sem custos.
Analisar o meu casoAmortizar, investir ou guardar?
- 1Primeiro, o fundo de emergência: antes de amortizar seja o que for, garante 3 a 6 meses de despesas de lado. Dinheiro amortizado não volta atrás se precisares dele.
- 2Compara com aplicações sem risco: se os depósitos e certificados rendem menos do que a taxa do teu crédito, amortizar ganha. Com a Euribor a 6 meses em 2,67% (Agosto de 2026), a taxa de muitos créditos voltou a ficar acima do que rendem as poupanças seguras.
- 3Investimentos com risco são outra conversa: podem render mais do que a taxa do crédito, mas sem garantia. A decisão depende do teu perfil e do prazo, e aí vale a pena aconselhamento próprio.
Amortizar não é a única forma de pagar menos
Se a tua taxa está alta por causa do spread, amortizar corta no capital mas não mexe na taxa. Transferir o crédito para outro banco ataca a própria taxa e pode baixar a prestação sem gastares as tuas poupanças. Muitas vezes as duas coisas juntas poupam mais. Vê quanto poupas no simulador de transferência de crédito.
Achas que isto pode ajudar alguém?
Perguntas frequentes
Na maioria dos casos, sim, desde que mantenhas um fundo de emergência de 3 a 6 meses de despesas. Amortizar rende, sem risco, o equivalente à taxa do teu crédito. Com a Euribor a 6 meses em 2,67% (Agosto de 2026), essa taxa está acima do que rendem os depósitos e as poupanças seguras para a maioria dos contratos.
Depende do momento e da opção que escolheres. Num crédito de 150 000€ a 30 anos com TAN de 3,5%, amortizar 10 000€ ao fim de 5 anos poupa cerca de 12 800€ em juros se reduzires o prazo, ou cerca de 5 000€ se reduzires a prestação. Quanto mais cedo amortizares, maior a poupança.
Sim. A isenção nos créditos a taxa variável terminou a 31 de Dezembro de 2025. Desde Janeiro de 2026 aplicam-se os máximos legais: 0,5% do capital amortizado na taxa variável e 2% na taxa fixa. Amortizar 10 000€ custa por isso no máximo 50€ ou 200€, conforme o tipo de taxa.
Reduzir o prazo poupa mais em juros do que reduzir a prestação, mas sobretudo porque te obriga a manter a prestação mais alta. O que decide mesmo a poupança é quanto pagas por mês: se reduzires a prestação e continuares a amortizar a diferença, a poupança fica quase igual à de reduzir o prazo. Reduz o prazo se queres acabar mais cedo sem pensar nisso; reduz a prestação se precisas de folga no orçamento. Vê os dois cenários com os teus números no simulador de amortização.
Compara a taxa do teu crédito com o que o dinheiro rende noutro lado. Se o teu crédito custa 3,5% e os depósitos rendem menos do que isso, amortizar ganha, e sem risco nem impostos sobre o ganho. Investimentos com risco podem render mais, mas sem garantia; primeiro o fundo de emergência, depois a decisão.