Simulador de taxa de esforço para saberes quanto do teu rendimento vai para crédito.

Calcula em segundos a tua taxa de esforço e a margem disponível. Sem registo e sem pedir o teu email.
Rendimento
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Incluir segundo titulariSe o crédito for pedido a dois, os rendimentos somam-se e a taxa de esforço baixa.
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O teu limite: 45%
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O que é a taxa de esforço e quanto podes gastar em créditos?

Regras do Banco de Portugal actualizadas a 1 de Agosto de 2026.

A taxa de esforço é, de forma simples, a fatia do teu ordenado que vai directa para pagar empréstimos ao banco todos os meses. É a percentagem do dinheiro que levas limpo para casa que já está comprometida com prestações de crédito.

Por exemplo: se recebes 1 000 € limpos na conta e pagas 350 € de prestações, a tua taxa de esforço é de 35%. Os restantes 650 € são o que te sobra para comida, luz, água, transportes, despesas da família e poupança.

Quando vais pedir dinheiro ao banco (seja para comprar casa, um carro ou fazer um crédito pessoal), a primeira coisa que o banco faz é esta conta. Se a tua taxa de esforço for demasiado alta, o banco recusa logo o pedido, porque tem receio de que fiques sem dinheiro para viver e deixes de conseguir pagar as prestações.

O que podes fazer neste simulador

  • Descobrir a tua taxa de esforço na hora: colocas o que ganhas e o que pagas de prestações, e vês logo o resultado exacto
  • Saber se estás seguro ou em risco: o manómetro mostra logo se a tua situação é confortável (verde), de atenção (amarela) ou perigosa (vermelha)
  • Ver para onde vai o teu dinheiro: divide os teus gastos mensais entre casa, carro, crédito pessoal e cartões de crédito
  • Calcular quanto ainda podes pedir: diz-te quanto dinheiro podes gastar numa nova prestação sem ultrapassar os limites recomendados
  • Definir metas para poupar: podes ver quanto terias de abater em dívidas ou quanto terias de ganhar a mais para ter uma taxa de esforço mais tranquila
  • Guardar em PDF ou enviar por WhatsApp: podes descarregar o resumo para levar ao banco ou partilhar com quem te vai ajudar

Como se calcula a taxa de esforço (com um exemplo simples)

A conta é muito fácil: somas todas as prestações de crédito que pagas num mês, divides pelo total de dinheiro limpo que ganhas, e multiplicas por 100 para ter a percentagem:

A conta passo a passo
Taxa de esforço %
Total de prestações por mês
Rendimento líquido do mês
Multiplicador 100

Exemplo real: (1 050 € de prestações ÷ 2 800 € limpos) × 100 = 37,5%

Exemplo com números reais: Imagina um casal que recebe 2 800 € limpos por mês na conta (já com os descontos de IRS e Segurança Social feitos). Pagam 750 € de prestação da casa, 200 € do carro e 100 € de um crédito pessoal. No total, pagam 1 050 € por mês aos bancos.

Dividindo 1 050 € por 2 800 €, o resultado é 37,5%. Ficam com 1 750 € livres para todas as outras despesas do mês. Esta taxa de 37,5% é aceite pela maioria dos bancos, mas já começa a ficar perto do limite recomendado.

Qual é o limite em 2026? A regra dos 45% do Banco de Portugal

O Banco de Portugal define as regras para todos os bancos que operam no país. Desde 1 de Agosto de 2026, as regras para quem pede crédito ficaram mais apertadas:

  • O limite máximo desceu para 45%: antigamente os bancos podiam aprovar créditos até aos 50%. Agora, por regra geral, as prestações de crédito de uma pessoa ou casal não podem ultrapassar 45% do ordenado limpo.
  • Os bancos têm menos margem para abrir excepções: cada banco só pode aprovar créditos acima de 45% a uma fatia muito pequena de clientes (no máximo 10% do total de créditos que empresta).
  • O valor mais seguro continua nos 33%: embora o tecto seja 45%, a recomendação de segurança para não viveres com a corda na garganta é gastares no máximo um terço (cerca de 33%) do teu ordenado em créditos.

O que o banco pensa da tua taxa: tabela simples

Cada banco tem as suas regras internas, mas a grande maioria olha para a taxa de esforço desta forma:

Taxa de Esforço Nível de Risco No Banco No Dia-a-Dia
Até 33% Zona Confortável Aprova facilmente se o emprego for estável. Boa folga mensal; sobra dinheiro para poupar e pagar imprevistos.
34% a 40% Zona de Atenção A maioria dos bancos aprova, mas pede mais comprovativos. O orçamento funciona bem, mas imprevistos começam a apertar as contas.
41% a 45% Zona Limite Aprovação difícil; o banco costuma exigir fiadores ou mais entrada. Muito pouco dinheiro livre; qualquer despesa extra causa aperto.
Mais de 45% Zona Crítica O banco recusa o pedido quase sempre. Perigo real de não conseguir pagar as contas a meio do mês.

Atenção: o banco faz uma conta mais pesada (o teste de stress)

Se fizeste a conta em casa e a tua taxa de esforço deu 36%, podes ficar surpreendido se o banco recusar o crédito. Porque é que isto acontece?

Porque o banco não olha apenas para a prestação que vais pagar no primeiro mês. Se escolheres uma taxa variável (que sobe ou desce com a Euribor), a lei obriga o banco a fazer um teste de stress: o banco finge que a taxa de juro sobe 1,5% e calcula quanto ficarias a pagar nessa situação pior.

Se, com essa prestação mais cara, a tua taxa de esforço passar dos 45%, o banco não te pode emprestar o valor que pediste, porque quer ter a certeza de que não ficas sem casa se os juros subirem no futuro.

O que conta (e o que não conta) como rendimento para o banco

Para o banco fazer esta conta, não podes dizer apenas o valor que recebes de boca. O banco só aceita o dinheiro comprovado pelos papéis oficiais:

  • Salário com contrato de trabalho efectivo: conta o valor que levas limpo para casa, comprovado pelos recibos de vencimento e pela declaração de IRS. Se recebes subsídio de férias e de Natal (14 meses), o banco soma os 14 meses e divide por 12 para achar a média mensal.
  • Rendas de casas que tenhas arrendadas: o banco só aceita contar 70% do valor da renda que recebes (por exemplo, numa renda de 1 000 €, o banco só considera 700 €). Isto acontece porque reserva 30% para pagar o IRS e cobrir meses em que a casa possa ficar vazia ou precisar de arranjos. É preciso ter contrato de arrendamento registado nas Finanças.
  • Pensões de reforma: contam a 100%, desde que sejam comprovadas pela Segurança Social ou CGA.
  • Recibos verdes e trabalhadores independentes: o banco pede os últimos 2 a 3 anos de IRS e faz uma média dos ganhos, sendo habitualmente mais exigente.
  • O que normalmente NÃO conta: horas extraordinárias que não sejam certas todos os meses, prémios ocasionais, ajudas de custo e subsídio de alimentação pago em cartão de refeição (a maioria dos bancos não o soma ao ordenado para esta conta).

O perigo escondido de outros créditos (o carro e os cartões)

Muitas pessoas com bons ordenados não conseguem comprar casa porque têm outros créditos em curso. Antes de aprovar qualquer pedido, o banco vai à Central de Responsabilidades do Banco de Portugal e vê todas as dívidas que tens no teu nome.

Um crédito automóvel onde pagas 250 € por mês parece pequeno, mas num empréstimo da casa a 35 anos, essa prestação de 250 € retira-te cerca de 60 000 € ao valor que o banco te poderia emprestar para a habitação!

E atenção aos cartões de crédito: mesmo que não devas nada e tenhas a conta a zeros, se tiveres na carteira um cartão com limite de 3 000 €, alguns bancos assumem que podes gastar esse dinheiro a qualquer momento e somam uma prestação teórica de cerca de 100 € a 150 € à tua taxa de esforço. Se tens cartões que não usas, cancelá-los antes de pedir crédito para a casa ajuda muito.

Idade e anos de empréstimo: até quando podes pagar?

Quanto mais anos dura o empréstimo, mais baixa fica a prestação mensal e mais baixa é a taxa de esforço. Mas o Banco de Portugal estabelece limites de prazo conforme a idade da pessoa mais velha do contrato:

  • Até aos 30 anos: podes pedir até 40 anos de empréstimo
  • Entre 30 e 35 anos inclusive: podes pedir até 37 anos de empréstimo
  • Mais de 35 anos: o limite máximo são 35 anos de empréstimo

Além disso, quase todos os bancos em Portugal exigem que o empréstimo esteja totalmente pago antes de o titular fazer 70 a 75 anos de idade.

5 Formas simples de baixar a tua taxa de esforço antes de pedir crédito

  1. Pagar e fechar créditos pequenos: se tens um crédito pessoal pequeno, um telemóvel a prestações ou saldo no cartão, liquida-os primeiro. Isso liberta logo dezenas ou centenas de euros por mês e aumenta bastante a tua margem para a casa.
  2. Escolher um prazo mais longo: dentro dos limites da tua idade, pedir o crédito a 35 ou 40 anos em vez de 30 anos baixa a mensalidade e melhora logo a taxa de esforço.
  3. Dar mais dinheiro de entrada: se usares mais poupanças na entrada da casa, precisas de pedir menos dinheiro emprestado ao banco. A prestação mensal fica mais pequena e a taxa desce.
  4. Juntar um segundo titular ao pedido: pedir o empréstimo a dois (com cônjuge, namorado ou familiar) soma os ordenados dos dois e corta a taxa de esforço quase para metade.
  5. Renegociar os créditos que já pagas: se já tens créditos com taxas altas, podes tentar baixar o spread com o teu banco ou transferir o empréstimo para outro banco que cobre menos.

O que fazer se a taxa for superior a 45% e já tiveres créditos?

Se já tens créditos a decorrer e sentes que as prestações estão a sufocar o teu orçamento mensal, não esperes até deixar de conseguir pagar. A lei portuguesa protege os clientes através de planos de apoio nos bancos (conhecidos pelas siglas PARI e PERSI).

Logo que percebas que vai ser difícil pagar, deves contactar o banco e pedir uma renegociação: o banco pode aumentar o prazo do crédito para baixar a prestação, conceder uma pausa temporária no pagamento ou ajudar-te a juntar vários créditos num só com uma prestação mais baixa.

Simuladores e guias que te podem ajudar

No Bem Endividado encontras outras ferramentas gratuitas para te ajudar a planear as tuas contas:

Fontes oficiais do Banco de Portugal

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